Amazônia no centro das atenções na Semana do Meio Ambiente
A cada mês de junho, o planeta volta os olhos para o meio ambiente. E quando se fala de natureza, a Amazônia se impõe: viva, diversa e essencial para o equilíbrio da Terra. Mais do que uma data simbólica, a Semana do Meio Ambiente convida à ação. Preservar a floresta é preservar o futuro.
Criada em 1981 pelo Ministério do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente ocorre na primeira semana de junho, coincidindo com o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). A proposta é estimular a consciência coletiva sobre a importância da preservação ambiental, promovendo debates, atividades educativas e ações concretas.

O papel da Amazônia
A Amazônia é muito mais do que um bioma. Com cerca de 5,5 milhões de km², segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela abriga a maior biodiversidade do planeta, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Além disso, regula o ciclo da água, conforme aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), influencia o clima em diferentes continentes e atua como um dos maiores sumidouros de carbono do mundo, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

A floresta também é lar de mais de 180 povos indígenas e comunidades tradicionais, cuja sabedoria ancestral é essencial para a conservação ambiental, como destaca o Instituto Socioambiental (ISA).

Estudos científicos, como os de Carlos Nobre e Thomas Lovejoy, publicados na revista Science Advances (2020), indicam que, se a Amazônia ultrapassar seu ponto de não retorno — quando perde a capacidade de se regenerar —, as consequências podem ser catastróficas para o planeta, incluindo aumento das temperaturas globais, colapso dos ciclos hídricos e perda em massa de espécies.

Soluções estão em curso
Apesar das ameaças constantes, como o desmatamento ilegal, as queimadas e a grilagem de terras, iniciativas governamentais, comunitárias, indígenas e internacionais têm buscado alternativas sustentáveis. Projetos de reflorestamento, agroecologia, manejo florestal e bioeconomia mostram que é possível proteger a floresta, gerar renda e garantir desenvolvimento.
Exemplos como o fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade — como a do açaí, castanha-do-pará, copaíba e guaraná nativo — são provas de que a floresta em pé vale mais.

Além disso, o uso de tecnologias de monitoramento e fiscalização tem sido fundamental para frear crimes ambientais.
A Semana do Meio Ambiente é, portanto, mais do que uma efeméride: é um chamado coletivo à responsabilidade.
Cuidar da Amazônia é garantir um futuro viável para as próximas gerações.

Colaboração: Laura Figueiredo
